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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

História Mitológica da Música



A história mitológica da música, no mundo ocidental, começou com a morte dos Titãs.
Conta-se que depois da vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), mais conhecidos como os Titãs, foi solicitado a Zeus que se criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas.
Entre as nove Musas estavam Euterpe (a música) e Aede, ou Arche (o canto). As nove deusas gostavam de freqüentar o monte Parnaso, na Fócida, onde faziam parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Há também, na mitologia, outros deuses ligados à história da música como Museo, filho de Eumolpo, que era tão grande musicista que quando tocava chegava a curar doenças; de Orfeu, filho da musa Calíope (musa da poesia lírica e considerada a mais alta dignidade das nove musas), que era cantor, músico e poeta; de Anfião, filho de Zeus, que após ganhar uma lira de Hermes, o mais ocupado de todos os deuses, passou a dedicar-se inteiramente à música.
Se estudarmos com cuidado a mitologia dos povos, perceberemos que todo o povo tem um deus ou algum tipo de representação mitológica ligado à música. Para os egípcios, por exemplo, a música teria sido inventada por Tot ou por Osíris; para os hindus, por Brama; para os judeus, por Jubal e assim por diante, o que prova que a música é algo intrínseco à historia do ser humano sobre a Terra e uma de suas manifestações mais antigas e importantes.

História Não-Mitológica

A origem mecânica e não-mitológica da música divide-se em duas partes: a primeira, na expressão de sentimentos através da voz humana; a segunda, no fenômeno natural de soar em conjunto de duas ou mais vozes; a primeira, seria a raiz da música vocal; a segunda, a raiz da música instrumental.
Na história não-mitológica da música são importantes os nomes de Pitágoras, inventor do monocórdio para determinar matematicamente as relações dos sons, e o de Lassus, o mestre de Píndaro, que, perto do ano 540 antes de Cristo, foi o primeiro pensador a escrever sobre a teoria da música.
Outro nome é o do chinês Lin-Len, que escreveu também um dos primeiros documentos a respeito de música, em 234 antes de Cristo, época do imperador chinês Haung-Ti. No tempo desse soberano, Lin-Len -que era um de seus ministros- estabeleceu a oitava em doze semitons, aos quais chamou de doze lius. Esses doze lius foram divididos em liu Yang e liu Yin, que correspondiam, entre outras coisas, aos doze meses do ano.

Origem Física e Elementos

A música, segundo a teoria musical, é formada de três elementos principais. São eles o ritmo, a harmonia e a melodia. Entre esses três elementos podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical.
Sem ritmo não há música. Acredita-se que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a musica. O ritmo é de tal maneira mais importante que é o único elemento que pode existir independente dos outros dois: a harmonia e a melodia.
A harmonia, segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.
A melodia, por sua vez, é a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras, e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.
O que resulta da junção da melodia, harmonia e ritmo são as consonâncias e as dissonâncias.
Acontece, porém, que as definições de dissonâncias e consonâncias variam de cultura para cultura. Na Idade Média, por exemplo, eram considerados dissonantes certos acordes que parecem perfeitamente consonantes aos ouvidos atuais, principalmente aos ouvidos roqueiros (trash metal e afins) de hoje.
Essas diferenças são ainda maiores quando se compara a música ocidental com a indiana ou a chinesa, podendo se chegar até à incompreensão mútua.
Para melhor entender essas diferenças entre consonância e dissonância é sempre bom recorrer ao latim:
Consonância, em latim consonantia, significa acordo, concordância, ou seja, consonante é todo o som que nos parece agradável, que concorda com nosso gosto musical e com os outros sons que o seguem.
Dissonância, em latim dissonantia, significa desarmonia, discordância, ou seja, é todo som que nos parece desagradável, ou, no sentido mais de teoria musical, todo intervalo que não satisfaz a idéia de repouso e pede resolução em uma consonância.
Trocando em miúdos, a dissonância seria todo som que parece exigir um outro som logo em seguida.
Já a incompreensão se dá porque as concordâncias e discordâncias mudam de cultura para cultura, pois quando nós, ocidentais, ouvimos uma música oriental típica, chegamos, às vezes, a ter impressão de que ela está em total desacordo com o que os nossos ouvidos ocidentais estão acostumados.
Portanto o que se pode dizer é que os povos, na realidade, têm consonâncias e dissonâncias próprias, pois elas representam as suas subjetividades, as suas idiossincrasias, o gosto e o costume de cada povo e de cada cultura.
A música seria, nesse caso, a capacidade que consiste em saber expressar sentimentos através de sons artisticamente combinados ou a ciência que pertence aos domínios da acústica, modificando-se esteticamente de cultura para cultura.

Renato Roschel do
Banco de Dados





Prof. Felipe Souza

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Avaliação

A CONSTRUÇÃO DOS MITOS: NO PASSADO E NO TEMPO, NO CONTEXTO DA CULTURA GREGA E NA FILOSOFIA CIÊNTIFICA.


No passado, no contexto da cultura ocidental, os gregos foram os que mais se destacaram no campo da mitologia, além de suas influências culturais em outras áreas do conhecimento. Na cultura ocidental o mito tornou-se, assim, o primeiro instrumento que desvendou os mistérios do mundo e traduziu os primeiros entendimentos do ser humano sobre a realidade. O mito, num primeiro conceito original, consiste numa narrativa fantasiosa, fantástica sobre a realidade, sobre o mundo. A palavra mito, no sentido etimológico, provém do grego e quer dizer contar, narrar, falar, anunciar, conversar. O mito, então se caracteriza, principalmente, por esse discurso imaginário e fictício de buscar explicações sobre os aspectos essenciais da realidade, como por exemplo: a origem do mundo, o funcionamento da natureza, as origens do ser humano e dos valores. O mito passava de geração a geração através da narrativa de uma pessoa, uma autoridade dentro da comunidade que inspirava confiança e fidelidade.

A mitologia como o conjunto de mitos, lendas e crenças integrantes da cultura de um povo utilizava. elementos simbólicos e sobrenaturais para explicar a realidade. O apelo ao mistério, ao sobrenatural, ao sagrado, à magia constitue elementos centrais da mitologia. Por exemplo, na mitologia grega, além dos deuses imortais,( Hera, Zeus, Ares, Atena etc.), cultuavam-se heróis ou semideuses, que eram filhos de um deus com uma pessoa mortal. Os gregos criaram numerosas históricas baseadas numa rica mitologia. Para os gregos, os deuses presidiram a origem do universo e geraram semideuses, heróis e monstros. Os grandes deuses habitavam o monte Olimpo e destacam-se os seguintes: Héstia (deusa do lar), Cronos e Réia (os primeiros deuses), Hades(deus do inferno), Deméter (deusa da agricultura), Zeus(deus do céu e senhor do Olimpo), Hera (esposa de Zeus), Posêidon (deus dos mares),Ares ( deus da guerra), Atena (deusa da inteligência), Afrodite( deusa do amor e da beleza), Dionísio (deus do prazer, da aventura, do vinho), Apolo(deus do sol, da artes e da razão), Artemis (deusa da lua da caça e da fecundidade animal). Hefestos (deus do fogo, patrono dos metalúrgicos), Hermes (deus do comércio e das comunicações). A mitologia grega surgiu para representar algumas funções sociais: a função de explicar e tranquilizar as pessoas diante dos mistérios da natureza e a função de regular e ordenar a ação humana.A explicação mítica, todavia, não justifica, nem se fundamenta nem se presta ao questionamento. O pensamento mítico requer a adesão e a aceitação das pessoas sem qualquer crítica ou correção. Não há discussão sobre os mitos, pois eles são aceitos pela cultura como a própria visão de mundo.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Héracles ou Hércules e Aquiles.

- Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.

- Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.



- Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.



- Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.

- Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa-

- Quimeras: mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.



Mitos sobre a Criação do Mundo

De onde provém a terra? Como se formou o Universo? Muito antes das teorias científicas sobre a origem do mundo, todas as religiões, todas as culturas do planeta, tinham já dado resposta a estas perguntas.

Egito: A terra surgiu do Nilo

Havia no Egito Antigo vários mitos sobre a criação, contam-se pelo menos 10 divindades criadoras.

Antes de todas as coisas não havia senão trevas e “água primordial”, o Nun (oceano à semelhança do Nilo que continha todos os germes da vida).

Surgiu o senhor todo-poderoso Atum, que se criou a si próprio a partir do Num, por ter pronunciado o seu próprio nome, depois teve 2 gémeos, um filho Chu (que representava o ar seco) e uma filha Tefnut (ar húmido). Estes separaram o céu das águas e geraram Geb – a terra seca e Nut – o céu.



Grécia: A união do Céu e da Terra

Para os Gregos, o início da criação era o Caos, e este gerou Érebo (a parte mais profunda dos infernos) e Nyx (a noite). Estes fizeram nascer Éter (o ar) e Hémera ( o dia).

Depois Gaia (terra) tornou-se a base em que todas as vidas têm a sua origem. Úrano (céu) casou-se com Gaia (terra). Todas as criaturas provêm desta união do céu e da terra (titãs, deuses, homens).



Criação Bíblica

1º Dia – “Deus criou o Céu e a Terra”

2º Dia – “Deus fez o firmamento e separou umas águas das outras e chamou firmamento de Céu”

3º Dia – Houve a Terra e os Mares

4º Dia – Deus separou os dias e as noites

5º Dia – Surgem peixes e aves

6º Dia – Surgem outros animais. Deus cria o Homem

7º Dia – “Deus descansou”



Teoria do BIG BANG

Teoria mais aceite sobre a origem do Universo, segundo ela o Universo teria nascido a partir de uma concentração de matéria e energia extremamente densa e quente.

Nesse momento, ocorre uma explosão, o chamado Big Bang, que desencadeia a expansão do Universo, depois a matéria arrefece e passados um bilião de anos, a matéria agrega-se para formar as primeiras galáxias.

Atividades

1. Avalie o texto "A Construção do mitos" e descreva suas considerações;

2. Que semelhanças você percebe entre os mitos sobre a criação do mundo?

3. Você conhece algum mito brasileiro? Cite.

4. Cite a importância do mito na vida cultural de um povo.





Leia mais: http://filosofiacema.webnode.com.pt/atividades/

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tecnologia X Inteligência

TALES DE MILETO

Um sofista se aproximou de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.



1 - Qual é a coisa mais antiga?

-- Deus, porque sempre tem existido.



2 - Qual é a coisa mais formosa?

-- O Universo, porque é obra de Deus.



3 - Qual é a maior de todas as coisas?

-- O Espaço, porque contém todo o Criador.


4 - Qual é a coisa mais constante?

-- A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais.


5 - Qual é a melhor de todas as coisas?

-- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.


6 - Qual é a mais rápida de todas as coisas?

-- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.



7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?

-- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.


8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?

-- Dar conselhos.

Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que, estou seguro, não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor, e que, para a maioria das pessoas terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:

9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?

E o Sábio de Mileto replicou:

-- Conhecer a si mesmo.

As três peneiras

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.
Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:
- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras? - indagou o rapaz.
- Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
Arremata Sócrates:
- Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

domingo, 16 de outubro de 2011

A roupa de Gandhi

O Mahatma Gandhi provou que a "roupa não faz o homem". Ele só usava uma tanga a fim de se identificar com as massas simples da Índia.
Certa vez ele chegou assim vestido numa festa dada pelo governador inglês e os criados não o deixaram entrar.
Ele voltou para casa e, por meio de um mensageiro, enviou um pacote ao governador. Dentro do pacote continha um terno. O governador ligou para a casa de Gandhi e lhe perguntou o significado do embrulho. O grande homem respondeu:
- Fui convidado para sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe enviei o meu terno...

PARA REFLETIR EM GRUPO:
1- O que faz o verdadeiro homem: a roupa que ele veste ou seu modo de ser?
2- O que se entende por: "Além do pão o trabalho. Além do trabalho, a ação?

domingo, 9 de outubro de 2011

Afetos e Afetados


Por Márcio Alexandre da Silva 

Algumas vezes por não recebermos afetos, caímos no egoísmo e cometemos o erro de guardarmos os carinhos que temos para nós mesmos e não o distribuímos. Esquecemos que quando guardamos o amor para si, ele apodrece, como quando acondicionamos maçãs em caixas de papelão. Nós condicionamos as crianças a acumular carícias e amor e não as distribuir. É comum dizermos para as crianças. “Não deixe fulaninho brincar com seus brinquedos ele não deixa você brincar com o deles”. Somos maus acostumados a economizar carinhos e afetos. Temos a ideia errôneas de que eles acabarão por isso devemos poupá-los. Ainda assim muitas pessoas se casam querendo apenas receber amor, não dando amor, enclausurando o amor dentro de si. Não foram educados para entender que as trocas de afetos enriquecem as pessoas. Pois, desde pequenos somos educados a economizar carinho, afeto e atenção. Como no exemplo do carrinho, em que a criança é motivada a não emprestar, se não for rec eber algo em troca. Essa mentalidade esta totalmente errada. Há pessoas que são carentes de afetos. Isso é o grande mau da modernidade, as pessoas estão cada vez se relacionando menos. Estudos feitos com crianças comprovam que algumas quando doentes, mesmo que tratadas, com medicações e médicos de qualidades, não se recuperam senão tiverem carinhos. Gestos de carinhos são terapêuticos. Alguns erros em relações aos afetos:Muitos pensam que a carícia tem limites por isso devemos economizá-los. Distribuir carícias pode acostumar às pessoas – muitas vezes não pegamos a criança no colo com o argumento de não acostumá-la má e “intoxicamos” de leite enquanto ela chora. Nunca receba carícias gratuitamente a única forma de recebê-la é em forma de troca. Você não deve se auto-elogiar, os outros sabem do seu mérito. Homem não pode ser cuidado por mulher, afinal somos “mais fortes”. Homem não pode ser cuidado por outro homem, senão seremos afeminados ou fracos. Quanto menos depender dos outros melhor. Talvez esse último seja o pior de todos os erros: sexo é a única forma de trocas de carícias, afetos e prova de amor. Os aspectos positivos dos afetos são: as coisas que nos causam bem estar e prazer benéfico, realização, reconhecimento, acolhida, elogios, gestos de afetos, convites, abraços, beijos, olho-no-olho, telefonemas...Os aspectos negativos dos afetos são: agressões, seja físicas e verbais, depreciação, desafetos, indiferenças, bajulações, falsos elogios.Os frutos das carícias negativas. Por exemplo, a pessoa faz um trabalho errado, recebe falsos elogios. Alguém fez algo errado com caridade corriga a pessoa para que ela possa mudar.As vantagens do amor próprio excessivo é que sempre devemos rezar a seguinte oração: “Ó Senhor, fazei que eu ame o próximo como a mim mesmo, mas, antes, Senhor ensina-me a amar a mim mesmo”. Pois, o amor próprio faz as pessoas terem vontades de praticarem esportes, aprender filosofia, cultivar artes e outras coisas boas da vida. Quem se ama equilibradamente, começa a ser amado pelo próximo, e passa a amar o próximo como a si mesmo. O ser humano ainda perece por falta de amor.Comece hoje o desafio da terapia do abraço. Inicie abraçando pelo menos três pessoas por dia. Com o passar do tempo aumente esse número. E sem que menos você espere estará trocando afetos com varias pessoas. Experimente o poder terapêutico de um abraço!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O amor no mundo contemporâneo

O amor no mundo contemporâneo
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Na sociedade contemporânea, fala-se muito sobre sexo e quase nada sobre o amor. Talvez porque o amor, sendo um enigma, não se deixa decifrar, repelindo toda tentativa de classificação ou definição. Ao contrário, a literatura nunca deixou de falar do amor e encontramos na poesia a metáfora como possibilidade de compreensão melhor do amor.

 No entanto, não há como negar que esse vazio conceitual se deva à dificuldade de expressão do amor no mundo contemporâneo. Com o desaparecimento das sociedades tradicionais, cujos cos-tumes envolviam fortes relações entre as pessoas, nos centros urbanos muito populosos criou-se o fenômeno da “multidão solitária”: as pessoas estão lado a lado mas seus contatos dificilmente se aprofundam, tornando-se mais raro o encontro verdadeiro.
Não só as relações entre duas pessoas se acham empobrecidas. O afrouxamento dos laços familiares lançou as pessoas em um mundo onde elas contam apenas consigo mesmas.  Mesmo que sejam válidas as críticas ao autoritarismo da família, esta ainda é o lugar da possibilidade do afeto. Ou, pelo menos, o sair dela não é garantia de ter o vazio de amor preenchido.
 A sociedade em que vivemos é caracterizada como hedonista e permissiva, voltada para o consumo e marcada pelo individualismo narcisista. Ora, a busca de prazer imediato e a recusa em suportar frustrações são comportamentos que não se conciliam com o delicado trabalho de uma relação amorosa, a ser construída ao longo da convivência entremeada pelos paradoxos que já analisamos.
Além disso, no mundo da satisfação imediata, do prazer aqui e agora, o desejo de emoções fortes substitui os amores ternos cuja intensidade passional certamente se atenua com o tempo, pois a paixão é fugaz por natureza. È bem verdade que se o amor se funda no compromisso e as pessoas cada vez mais têm medo da dor, do sofrimento, do risco de perda, o que resulta são as relações superficiais, os “amores breves”.
Do livro Filosofando, de Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena P. Martins 
Fonte: Blog Filosofia e Vida

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Consequências mundiais geradas pelo 11 de setembro

Impacto causado aos EUA pelos ataques se reflete até os dias de hoje, diz especialista

Filipe Cury

Nos últimos 10 anos o mundo testemunhou o legado deixado por um evento de proporções gigantes nos espectros social, econômico e governamental.

A queda das Torres Gêmeas, no dia 11 de setembro de 2001, oriunda de uma sequência de ataques terroristas aos Estados Unidos foi o estopim para se instaurar uma nova configuração na ordem mundial.

Segundo Samuel Feldberg, professor do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da universidade de São Paulo (USP) e especialista em Oriente Médio pela Universidade de Tel Aviv, "A reação dos Estados Unidos gerou praticamente uma reação em cadeia das principais potencias  internacionais. A resposta dos EUA aos atentados com a invasão do Afeganistão, a eliminação do governo local e a perseguição aos elementos da Al Qaeda foi apoiada por todas as principais potências."

Os reflexos das consequências do dia 11 de setembro podem ser vistos até hoje. Em uma ordem cronológica, a invasão do Iraque, em 2003, a captura do terrorista mais procurado do mundo Osama Bin Laden, que culminou em sua morte em maio deste ano, o aumento da segurança na entrada de estrangeiros são fatos testemunhados de perto por nós.

Feldberg acredita que a lição tirada dos ataques é que a cada episódio, as autoridades que lutam contra o terrorismo absorvem conhecimento e são capazes de aproveitar a experiência adquirida para tornar mais difícil que um próximo atentado ocorra.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Revolução Tecnológica do Século XXI




Por Paulo Rodrigues

Vivemos numa época de intoxicação informacional, em meio a um turbilhão de informações que não cessam de se proliferar. Nos deparamos com o uso cada vez mais assíduo de tecnologias modernas (celulares ou computadores) em todas as esferas, o que nos leva a refletir sobre a comunicação, como ela vem se processando tendo o homem como centro desse processo Nomofobia, que vem do inglês “no mobile”, foi o nome dado para a doença que causa pânico e angústia na falta do celular. Mas o celular é apenas uma das tecnologias sem as quais algumas pessoas literalmente não sobrevivem. Há quem não passe um minuto sem o computador, o e-mail, a internet. Ao que tudo indica, viraram reféns do mundo moderno. É o Iphone, o Ipad, o laptop e assim por diante. São fobias muito novas e pouco diagnosticadas, já que as pessoas não as enxergam como doenças. “Como em todas as compulsões, o indivíduo só percebe quando a coisa fica muito grave e passa a interferir a vida cotidiana. Ele não nota porque virou necessidade da vida moderna ficar plugado o tempo todo”, explica a psicóloga Angela Ferreira Batalha, que é especialista em fobias.

A Economia Tecnológica

A mecânica da economia social na mudança de milênio, isto é, o que move as engrenagens da máquina administrativa está na oferta da maior qualidade e agilidade de serviços. A informatização tem um papel fundamental neste contexto. A passagem na mudança de milênio da era industrial para informal, da chamada globalização para a informatização tem um impacto jamais imaginado sobre a mentalidade dos indivíduos nela inseridos. Existe um equilíbrio grande entre as vantagens e as desvantagens que o avanço da tecnologia traz para a sociedade. A principal vantagem é refletida na produção industrial: a tecnologia torna a produção mais rápida e maior e, sendo assim, o resultado final é um produto mais barato e com maior qualidade. As desvantagens que a tecnologia traz são de tal forma preocupantes que quase superam as vantagens, uma delas é a poluição que, se não for controlada a tempo, evolui para um quadro irreversível. Outra desvantagem é quanto ao desemprego gerado pelo uso intensivo das máquinas na indústria, na agricultura e no comércio. A este tipo de desemprego, no qual o trabalho do homem é substituído pelo trabalho das máquinas, denominamos desemprego estrutural. Um dos países que mais sofrem com este problema é o Japão, sendo que um dos principais motivos para o crescimento da economia deste país ter freado a partir da década de 1990 foi, justamente, o desemprego estrutural.

Diferentes Processos e Interpretações

Chamam-se de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) as tecnologias e métodos para comunicar surgidas no contexto da Revolução Informacional, “Revolução Telemática” ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990. A imensa maioria delas se caracteriza por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores) para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da “sociedade da informação”. Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.

São Consideradas NTICs, entre outras:

Os computadores pessoais (PCs, personal computers)

As câmeras de vídeo e foto para computador ou webcams

A gravação doméstica de CDs e DVDs

Os diversos suportes para guardar e portar dados como os disquetes (com os tamanhos mais variados), discos rígidos ou hds, cartões de memória, pendrives, zipdrives e assemelhados.

A telefonia móvel (telemóveis ou telefones celulares)

A TV por assinatura

TV a cabo

TV por antena parabólica

O correio eletrônico (e-mail)

As listas de discussão (mailing lists)

A internet

A world wide web (principal interface gráfica da internet)

Os websites e home pages

Os quadros de discussão (message boards)

O streaming (fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet)

O podcasting (transmissão sob demanda de áudio e vídeo via internet)

A enciclopédia colaborativa, a wikipedia, possível graças à Internet, à www e à invenção do wiki.

As tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens e sons

A captura eletrônica ou digitalização de imagens (scanners)

A fotografia digital

O vídeo digital

O cinema digital (da captação à exibição)

O som digital

A TV digital e o rádio digital

As tecnologias de acesso remoto (sem fio ou wireless)

Wi-Fi

Bluetooth

RFID

EPVC



Interatividade

De modo geral as novas tecnologias estão associadas à interatividade e a quebra com o modelo comunicacional, em que a informação é transmitida de modo unidirecional, adotando o modelo todos-todos, em que aqueles que integram redes de conexão operacionalizadas por meio das NTIC fazem parte do envio e do recebimento das informações. Neste sentido, muitas tecnologias são questionadas quanto a sua inclusão no conceito de novas tecnologias da informação e comunicação, ou meramente novos modelos de antigas tecnologias. As novas tecnologias, relacionadas a uma revolução informacional, oferecem uma infra-estrutra comunicacional que permite a interação em rede de seus integrantes. Numa rede, no entanto, geralmente são descartados modelos em que haja uma produção unilateral das informações que serão somente repassadas aos outros terminais de acesso. Este modelo é considerado reativo e não interativo e aparece mesmo na internet, disponibilizados pelos conhecidos portais, e agências midiáticas que disponibilizam suas informações e serviços pela Internet tão somente.

As Novas Tecnologias e a Comunicação

É difícil prever o impacto que terá nelas, embora já se possam antever alguns contornos: maior facilidade e rapidez de acesso à informação, melhor coordenação de colaboradores dispersos geograficamente, por exemplo, integração e automatização dos processos de negócio a montante (fornecedores) e a jusante (clientes), incremento da possibilidade de participação dos colaboradores nas atividades de gestão dos seus superiores hierárquicos, etc. As novas tecnologias parecem favorecer a tendência para as empresas terem fronteiras cada vez menos demarcadas em relação ao seu meio ambiente, a trabalharem cada vez mais “em rede” com outras empresas e, dentro delas, os seus colaboradores também trabalharem cada vez mais conectados.