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segunda-feira, 21 de maio de 2012

CULTURA - QUANTOS PERSONAGENS VOCÊ CONHECE?

A cultura como tudo no mundo não tem uma definição estática. A cultura na Grécia Antiga era muito ligada à filosofia e consistia em saber discorrer sobre determinado tema através do auto questionamento até achar em si mesmo a resposta a suas dúvidas. Após a Revolução Industrial, cultura tornou-se conhecimento enciclopédico devido à necessidade do trabalho repetitivo nas linhas de produção. Quantos de nós não estudamos decorando toneladas de nomes, datas, fatos históricos, dados, fórmulas, etc. Hoje cultura adquire uma nova visão, onde o indivíduo busca soluções utilizando informações que ele seleciona com essa finalidade. Sua capacidade de encontrar soluções , respostas, etc, utilizando um arsenal de informações que ele tem que saber selecionar e melhor adaptá-las ao problema em questão. Isso em função da facilidade que se tem de obter informação via Internet.
Acredito que cultura seja uma somatória de tudo isso. Necessitamos da capacidade de análise e autocrítica , como necessitamos de um pouco de conhecimento geral e também precisamos dessa capacidade de selecionar e escolher informações para achar soluções aos nossos desafios diários.
Há tempos que vem surgindo na Internet uma imagem onde aparecem pintados os personagens que mais tem influenciado na História Mundial. É um trabalho muito interessante que reúne, sem exceção as maiores celebridades da história. A grande maioria deles, no entanto, são hoje desconhecidos para as novas gerações por uma série de fatores como a péssima qualidade da educação, etc.
Clique na imagem para ampliar e descubra quantos você reconhece. Se a ampliação não for suficiente, salve a imagem e amplie no seu computador.
Faça o mesmo com a segunda imagem, onde graças ao Photoshop foi possível dar à pintura um outro ar, com personagens de maior atualidade e que tem influído e alguns ainda influem, por sorte ou desgraça, as gerações atuais.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A Janela

Certa vez, dois homens que, seriamente Doentes, Estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno, e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que ver com uma drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem Cuja cama ficava perto da janela era colocado em POSIÇÃO sentada, ele passava o tempo que o Descrevendo via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, flores e havia, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade. O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas bonitas Estavam em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora … Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela Deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais TENTAVA assim não pensar, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa! Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover … mesmo quando o som de respiração parou. De manha, a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou embora o seu corpo. Logo que pareceu Apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro … Autor Desconhecido

terça-feira, 1 de maio de 2012

A oportunidade

A Oportunidade - em sentido da felicidade!


Digamos que a nossa primeira oportunidade na vida é precisamente a de viver, acreditamos que graças aos nossos pais e a Deus, ela foi aproveitada, até porque o destino assim a ditou. Na nossa vida vivemos de forma controversa, cheia de indecisões e problemas, onde temos sempre dois caminhos a seguir/escolher, que é inevitavelmente e inconfundivelmente, o bom ou o mau; a maior parte de nós claro que prefere escolher sempre o bom, ir sempre para o mais correto, o eticamente correto, o melhor para nós, aquilo que nos vai levar a ficar bem e felizes ou pelo menos satisfeitos e bem com nós mesmos (a decisão que formos a tomar vai-se refletir no nosso estado de espírito, na nossa confiança para com o mundo e para com nós mesmos), agora falando no antônimo de bom, das duas uma, ou temos consciência do caminho que estamos a seguir, um caminho mau ou quando o escolhemos pensamos à partida que foi a melhor decisão que podíamos ter tomado, não sabendo que estávamos a seguir um mau caminho, um caminho que nos irá levar ao abismo ou simplesmente nos levará aquilo que não queríamos que acontecesse, aquilo que não era afinal de contas, o mais desejado. Nós todos devemos escolher o que achamos que é o melhor para nós, mas também devemos pensar sempre duas vezes ou até mais de forma a que não nos arrependamos mais tarde, a vida é assim, cheia de oportunidades que pelo nome, à partida parece uma palavra de "bem", mas pode não ser, portanto convém ter precaução; ter autodeterminação é fundamental, para aproveitarmos e escolhermos as diferentes oportunidades que temos ao longo da nossa vida. O mais importante é não falhar, porque se falharmos, a vida pode tornar-se inoportuna.

Atividade:

1) Pense no momento em que você está vivendo, sofremos com decisões, agir pela razão pode ser o correto, mas nem sempre é o que o coração manda. No que o texto levou você a refletir? Faça uma produção de texto em seu caderno fazendo uma reflexão sobre si mesmo, sobre suas decisões, sobre o momento em que você está vivendo.
Antes de escrever pense um pouco em você, reflita e então coloque no caderno seus sentimentos, sonhos e desabafos se for preciso.


Bom trabalho!

Profº Felipe

terça-feira, 24 de abril de 2012

Virtude e Bondade

  Virtude e Bondade Todas as manhãs o homem saía cedo de casa com um saco de pães nas costas. Ele dava um pão para cada pobre que encontrava.  Quando o homem encontrava um bichinho ferido levava para casa e cuidava dele.  Se alguém pedisse para o homem fazer uma coisa má ele dizia que não. Desde criança aprendera a fazer o bem. Todas as noites o homem trazia para casa uma criança que não tinha onde dormir. Como o homem não tinha nome passou a ser chamado de “o homem virtuoso”, de tanto fazer o bem. Ganhou um apelido digno da sua bondade. Exercício de compreensão: 1) O que o homem fazia de bom às pessoas? 2) Alguém já lhe pediu para fazer uma coisa errada ou má? O que você fez? 3) O homem recebeu o apelido de virtuoso. O que é uma pessoa virtuosa? 4) O que é virtude? 5) Você se acha virtuoso(a)? Falar do conceito da virtude e cite exemplos de pessoas virtuosas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Atividade (Não esquecer o essencial)

Uma lenda antiga conta a história de uma mulher pobre com o filho no colo, que ajuntava lenha no bosque. Uma voz misteriosa fez-se ouvir: “Apanhe tudo o que puder, mas não esqueça o principal!” E, espantada, viu-se abrir a porta de uma gruta cheia de tesouros. Teria cinco minutos para apanhar o que quisesse. Havia montanhas de moedas de ouro, diamantes, rubis, colares... Ela colocou a criança no chão e começou a encher, primeiro os bolsos, depois o avental. Amarrou a blusa e fez uma espécie de bolsa e colocou nela mais tesouros. O tempo estava se esgotando, ela saiu feliz da gruta e a porta fechou-se para sempre. Ela estava rica e feliz. Mas logo deu-se conta da tragédia: esquecera o filho – O principal – na gruta.

REFLEXÃO:
Quais são nossas prioridades?
Que escala de valores temos, não na racionalidade, mas na prática?
Como ocupamos nosso tempo em função das prioridades que dizemos ter?
Na prática, podemos esquecer o principal, como dizia a voz misteriosa?
E o tempo corre veloz. A porta da gruta – a porta da vida – pode se fechar para sempre, o que sobrará: tesouros ou miçangas? Valores ou ilusão?


MENSAGEM:
A cada dia devemos recordar: podemos e devemos correr em busca de nossos sonhos, mas não esqueçamos o principal.

Aldo Colombo – Correio Riograndense – 02/12/2009

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pré Socraticos (1º ano)

Pré Socraticos para 1º anos. (Clique aqui)


A Alegoria (Mito) da Caverna de Platão (Atividade)

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. As suas pernas e os seus pescoços estão acorrentados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo a que se possa, na semi-obscuridade, ver o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguido um muro, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetas. Ao longo desse muro/palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.




Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros vêem na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como nunca viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que vêem porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, pergunta Platão, se alguém libertasse um dos prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, o muro, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, por ele seguiria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira no mundo verdadeiro é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projectadas no fundo da caverna) e que somente agora está a contemplar a própria realidade.




Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros tentariam ridicularizá-lo, não acreditariam nas suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com os seus gracejos, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das ideias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A interrogação. O que é a visão do mundo real iluminado? A filosofia. Por que é que os prisioneiros ridicularizam, espancam e matam o filósofo (Platão está a referir-se à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense?)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
(Marilena Chaui)

Atividades

1. Cite três argumentos presentes no texto que justifiquem o surgimento/origem da filosofia.
2. No texto é citado que a caverna representa o mundo em que vivemos. Você concorda com essa afirmação? Justifique a sua resposta, contrapondo com as idéias sustentadas no texto.

* Atividade adaptada do Livro Convite à Filosofia e site http://filosofia.platanoeditora.pt/

Fonte: Filosofia e Vida

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Game de filosofia (Filosofighters)

A filosofia na sala de aula pode tornar-se uma brincadeira. Aliás, é no lúdico que aprendemos. Li certa vez, não me recordo a fonte que o processo de aprendizagem dividi-se: 10% ouvindo, 10% falando e 80% experiência. É assim com todas disciplinas e, consequentemente com a filosofia. Filosofia só se aprende quando está relacionada com a vida. E aqui o motivo da escolha: Blog Filosofia e Vida. Passar da teoria para a prática, este é o desafio.
Faz um tempinho que encontrei no site da revista Superinteressante uma iniciativa que ilustra o que falei até o momento. Eles produziram um Game de Filosofia, que recebeu o nome de Filosofighters.



“A ideia é simples: nove filósofos emblemáticos da história, como Karl Marx, Jean-Paul Sartre e Nicolau Maquiavel, duelam em uma luta que os idealizadores chamam de ‘batalha de ideias’. O mais legal do conteúdo é que cada personagem tem dois golpes especiais, que remetem aos conceitos trabalhados em seus estudos.
Friedrich Nietzsche, por exemplo, o famoso filósofo alemão que tratou de valores e moralidade em seus estudos sobre o ser humano, tem dois golpes especiais: ‘Deus está morto’ e ‘O Super-Homem’.
‘Deus está morto’ faz referência à fala de Nietzsche em ‘Assim Falou Zaratustra’. Para ele, a crença em Deus não tem sentido e que, sem religião, o homem pode conhecer o valor deste mundo e assumir sua própria liberdade.
Já em ‘O Super-Homem’, está ilustrado o conceito de ‘übermensch’: para o filósofo, seria aquele homem acima dos valores que regem a sociedade, acima ‘do bem e do mal’.
Se você já ama filosofia, corra e tente zerar o game! Se não gosta, corra também, porque é a sua chance de gostar e aprende muito”. (Guia do Estudante)

Para jogar clique aqui




 Fonte: Filosofia e Vida
Blog do jogo: filosofighters

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

História Mitológica da Música



A história mitológica da música, no mundo ocidental, começou com a morte dos Titãs.
Conta-se que depois da vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), mais conhecidos como os Titãs, foi solicitado a Zeus que se criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas.
Entre as nove Musas estavam Euterpe (a música) e Aede, ou Arche (o canto). As nove deusas gostavam de freqüentar o monte Parnaso, na Fócida, onde faziam parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Há também, na mitologia, outros deuses ligados à história da música como Museo, filho de Eumolpo, que era tão grande musicista que quando tocava chegava a curar doenças; de Orfeu, filho da musa Calíope (musa da poesia lírica e considerada a mais alta dignidade das nove musas), que era cantor, músico e poeta; de Anfião, filho de Zeus, que após ganhar uma lira de Hermes, o mais ocupado de todos os deuses, passou a dedicar-se inteiramente à música.
Se estudarmos com cuidado a mitologia dos povos, perceberemos que todo o povo tem um deus ou algum tipo de representação mitológica ligado à música. Para os egípcios, por exemplo, a música teria sido inventada por Tot ou por Osíris; para os hindus, por Brama; para os judeus, por Jubal e assim por diante, o que prova que a música é algo intrínseco à historia do ser humano sobre a Terra e uma de suas manifestações mais antigas e importantes.

História Não-Mitológica

A origem mecânica e não-mitológica da música divide-se em duas partes: a primeira, na expressão de sentimentos através da voz humana; a segunda, no fenômeno natural de soar em conjunto de duas ou mais vozes; a primeira, seria a raiz da música vocal; a segunda, a raiz da música instrumental.
Na história não-mitológica da música são importantes os nomes de Pitágoras, inventor do monocórdio para determinar matematicamente as relações dos sons, e o de Lassus, o mestre de Píndaro, que, perto do ano 540 antes de Cristo, foi o primeiro pensador a escrever sobre a teoria da música.
Outro nome é o do chinês Lin-Len, que escreveu também um dos primeiros documentos a respeito de música, em 234 antes de Cristo, época do imperador chinês Haung-Ti. No tempo desse soberano, Lin-Len -que era um de seus ministros- estabeleceu a oitava em doze semitons, aos quais chamou de doze lius. Esses doze lius foram divididos em liu Yang e liu Yin, que correspondiam, entre outras coisas, aos doze meses do ano.

Origem Física e Elementos

A música, segundo a teoria musical, é formada de três elementos principais. São eles o ritmo, a harmonia e a melodia. Entre esses três elementos podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical.
Sem ritmo não há música. Acredita-se que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a musica. O ritmo é de tal maneira mais importante que é o único elemento que pode existir independente dos outros dois: a harmonia e a melodia.
A harmonia, segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.
A melodia, por sua vez, é a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras, e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.
O que resulta da junção da melodia, harmonia e ritmo são as consonâncias e as dissonâncias.
Acontece, porém, que as definições de dissonâncias e consonâncias variam de cultura para cultura. Na Idade Média, por exemplo, eram considerados dissonantes certos acordes que parecem perfeitamente consonantes aos ouvidos atuais, principalmente aos ouvidos roqueiros (trash metal e afins) de hoje.
Essas diferenças são ainda maiores quando se compara a música ocidental com a indiana ou a chinesa, podendo se chegar até à incompreensão mútua.
Para melhor entender essas diferenças entre consonância e dissonância é sempre bom recorrer ao latim:
Consonância, em latim consonantia, significa acordo, concordância, ou seja, consonante é todo o som que nos parece agradável, que concorda com nosso gosto musical e com os outros sons que o seguem.
Dissonância, em latim dissonantia, significa desarmonia, discordância, ou seja, é todo som que nos parece desagradável, ou, no sentido mais de teoria musical, todo intervalo que não satisfaz a idéia de repouso e pede resolução em uma consonância.
Trocando em miúdos, a dissonância seria todo som que parece exigir um outro som logo em seguida.
Já a incompreensão se dá porque as concordâncias e discordâncias mudam de cultura para cultura, pois quando nós, ocidentais, ouvimos uma música oriental típica, chegamos, às vezes, a ter impressão de que ela está em total desacordo com o que os nossos ouvidos ocidentais estão acostumados.
Portanto o que se pode dizer é que os povos, na realidade, têm consonâncias e dissonâncias próprias, pois elas representam as suas subjetividades, as suas idiossincrasias, o gosto e o costume de cada povo e de cada cultura.
A música seria, nesse caso, a capacidade que consiste em saber expressar sentimentos através de sons artisticamente combinados ou a ciência que pertence aos domínios da acústica, modificando-se esteticamente de cultura para cultura.

Renato Roschel do
Banco de Dados





Prof. Felipe Souza

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Avaliação

A CONSTRUÇÃO DOS MITOS: NO PASSADO E NO TEMPO, NO CONTEXTO DA CULTURA GREGA E NA FILOSOFIA CIÊNTIFICA.


No passado, no contexto da cultura ocidental, os gregos foram os que mais se destacaram no campo da mitologia, além de suas influências culturais em outras áreas do conhecimento. Na cultura ocidental o mito tornou-se, assim, o primeiro instrumento que desvendou os mistérios do mundo e traduziu os primeiros entendimentos do ser humano sobre a realidade. O mito, num primeiro conceito original, consiste numa narrativa fantasiosa, fantástica sobre a realidade, sobre o mundo. A palavra mito, no sentido etimológico, provém do grego e quer dizer contar, narrar, falar, anunciar, conversar. O mito, então se caracteriza, principalmente, por esse discurso imaginário e fictício de buscar explicações sobre os aspectos essenciais da realidade, como por exemplo: a origem do mundo, o funcionamento da natureza, as origens do ser humano e dos valores. O mito passava de geração a geração através da narrativa de uma pessoa, uma autoridade dentro da comunidade que inspirava confiança e fidelidade.

A mitologia como o conjunto de mitos, lendas e crenças integrantes da cultura de um povo utilizava. elementos simbólicos e sobrenaturais para explicar a realidade. O apelo ao mistério, ao sobrenatural, ao sagrado, à magia constitue elementos centrais da mitologia. Por exemplo, na mitologia grega, além dos deuses imortais,( Hera, Zeus, Ares, Atena etc.), cultuavam-se heróis ou semideuses, que eram filhos de um deus com uma pessoa mortal. Os gregos criaram numerosas históricas baseadas numa rica mitologia. Para os gregos, os deuses presidiram a origem do universo e geraram semideuses, heróis e monstros. Os grandes deuses habitavam o monte Olimpo e destacam-se os seguintes: Héstia (deusa do lar), Cronos e Réia (os primeiros deuses), Hades(deus do inferno), Deméter (deusa da agricultura), Zeus(deus do céu e senhor do Olimpo), Hera (esposa de Zeus), Posêidon (deus dos mares),Ares ( deus da guerra), Atena (deusa da inteligência), Afrodite( deusa do amor e da beleza), Dionísio (deus do prazer, da aventura, do vinho), Apolo(deus do sol, da artes e da razão), Artemis (deusa da lua da caça e da fecundidade animal). Hefestos (deus do fogo, patrono dos metalúrgicos), Hermes (deus do comércio e das comunicações). A mitologia grega surgiu para representar algumas funções sociais: a função de explicar e tranquilizar as pessoas diante dos mistérios da natureza e a função de regular e ordenar a ação humana.A explicação mítica, todavia, não justifica, nem se fundamenta nem se presta ao questionamento. O pensamento mítico requer a adesão e a aceitação das pessoas sem qualquer crítica ou correção. Não há discussão sobre os mitos, pois eles são aceitos pela cultura como a própria visão de mundo.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Héracles ou Hércules e Aquiles.

- Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.

- Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.



- Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.



- Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.

- Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa-

- Quimeras: mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.



Mitos sobre a Criação do Mundo

De onde provém a terra? Como se formou o Universo? Muito antes das teorias científicas sobre a origem do mundo, todas as religiões, todas as culturas do planeta, tinham já dado resposta a estas perguntas.

Egito: A terra surgiu do Nilo

Havia no Egito Antigo vários mitos sobre a criação, contam-se pelo menos 10 divindades criadoras.

Antes de todas as coisas não havia senão trevas e “água primordial”, o Nun (oceano à semelhança do Nilo que continha todos os germes da vida).

Surgiu o senhor todo-poderoso Atum, que se criou a si próprio a partir do Num, por ter pronunciado o seu próprio nome, depois teve 2 gémeos, um filho Chu (que representava o ar seco) e uma filha Tefnut (ar húmido). Estes separaram o céu das águas e geraram Geb – a terra seca e Nut – o céu.



Grécia: A união do Céu e da Terra

Para os Gregos, o início da criação era o Caos, e este gerou Érebo (a parte mais profunda dos infernos) e Nyx (a noite). Estes fizeram nascer Éter (o ar) e Hémera ( o dia).

Depois Gaia (terra) tornou-se a base em que todas as vidas têm a sua origem. Úrano (céu) casou-se com Gaia (terra). Todas as criaturas provêm desta união do céu e da terra (titãs, deuses, homens).



Criação Bíblica

1º Dia – “Deus criou o Céu e a Terra”

2º Dia – “Deus fez o firmamento e separou umas águas das outras e chamou firmamento de Céu”

3º Dia – Houve a Terra e os Mares

4º Dia – Deus separou os dias e as noites

5º Dia – Surgem peixes e aves

6º Dia – Surgem outros animais. Deus cria o Homem

7º Dia – “Deus descansou”



Teoria do BIG BANG

Teoria mais aceite sobre a origem do Universo, segundo ela o Universo teria nascido a partir de uma concentração de matéria e energia extremamente densa e quente.

Nesse momento, ocorre uma explosão, o chamado Big Bang, que desencadeia a expansão do Universo, depois a matéria arrefece e passados um bilião de anos, a matéria agrega-se para formar as primeiras galáxias.

Atividades

1. Avalie o texto "A Construção do mitos" e descreva suas considerações;

2. Que semelhanças você percebe entre os mitos sobre a criação do mundo?

3. Você conhece algum mito brasileiro? Cite.

4. Cite a importância do mito na vida cultural de um povo.





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