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quinta-feira, 25 de outubro de 2012



Karl Marx
05/05/1818, Trier (Alemanha)
14/03/1883, Londres (Inglaterra)


Teórico do socialismo, Karl Marx estudou direito nas universidades de Bonn e Berlim, mas sempre demonstrou mais interesse pela história e pela filosofia. Quando tinha 24 anos, começou a trabalhar como jornalista em Colônia, assinando artigos social-democratas que provocaram uma grande irritação nas autoridades do país.
Integrante de um grupo de jovens que tinham afinidade com a teoria pregada por Hegel (Georg Wilhelm Friedrich - um dos mais importantes e influentes filósofos alemães do século 19), 
Marx começou a ter mais familiaridade dos problemas econômicos que afetavam as nações quando trabalhava como jornalista.
Após o casamento com uma amiga de infância (Jenny von Westphalen), foi morar em Paris, onde lançou os "Anais Franco-Alemães", órgão principal dos hegelianos de esquerda. Foi em Paris que 
Marx conheceu Friedrich Engels, com o qual manteve amizade por toda a vida.
Na capital francesa, a produção de 
Marx tomou um grande impulso. Nesta época, redigiu "Contribuição à crítica da filosofia do direito de Hegel". Depois, contra os adeptos da teoria hegeliana, escreveu, com Engels, "A Sagrada Família", "Ideologia alemã" (texto publicado após a sua morte).
Depois de Paris, 
Marx morou em Bruxelas. Na capital da Bélgica, o economista intensificou os contatos com operários e participou de organizações clandestinas. Em 1848, Marx e Engels publicaram o "Manifesto do Partido Comunista", o primeiro esboço da teoria revolucionária que, anos mais tarde, seria denominada marxista.
Neste trabalho, 
Marx e Engels apresentam os fundamentos de um movimento de luta contra o capitalismo e defendem a construção de uma sociedade sem classe e sem Estado. No mesmo ano, foi expulso da Bélgica e voltou a morar em Colônia, onde lançou a "Nova Gazeta Renana", jornal onde escreveu muitos artigos favoráveis aos operários.
Expulso da Alemanha, foi morar refugiado em Londres, onde viveu na miséria. Foi na capital inglesa que Karl 
Marx intensificou os seus estudos de economia e de história e passou a escrever artigos para jornais dos Estados Unidos sobre política exterior.
Em 1864, foi co-fundador da "Associação Internacional dos Operários", que mais tarde receberia o nome de 1ª Internacional. Três anos mais tarde, publica o primeiro volume de sua obra-prima, "O Capital".
Depois, enquanto continuava trabalhando no livro que o tornaria conhecido em todo o mundo, Karl 
Marx participou ativamente da definição dos programas de partidos operários alemães. O segundo e o terceiro volumes do livro foram publicados por seu amigo Engels em 1885 e 1894.
Desiludido com as mortes de sua mulher (1881) e de sua filha Jenny (1883), Karl 
Marx morreu no dia 14 de março de 1883. Foi então que Engels reuniu toda a documentação deixada por Marx para atualizar "O Capital".
Embora praticamente ignorado pelos estudiosos acadêmicos de sua época, Karl Marx é um dos pensadores que mais influenciaram a história da humanidade. O conjunto de suas idéias sociais, econômicas e políticas transformou as nações e criou blocos hegemônicos. Muitas de suas previsões ruíram com o tempo, mas o pensamento de Marx exerceu enorme influência sobre a história.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Filosofia Contemporânea




A filosofia contemporânea pode ser vista como resultado da crise do pensamento moderno no século XIX. O questionamento ao projeto moderno se faz nos termos de um ataque à centralidade atribuída à noção de subjetividade nas tentativas de fundamentação do conhecimento empreendidas pelas teorias racionalistas e empiristas. A linguagem surge então como alternativa de explicação de nossa relação com a realidade enquanto relação de significação. A questão sobre a natureza da linguagem, sobre como a linguagem fala do real, torna-se um problema central na filosofia e em outras áreas do saber na passagem do século XIX para o século XX.
Os variados ramos da filosofia surgidos nessa época são a psicologia freudiana, a sociologia, a antropologia, a filosofia analítica, o existencialismo e a linguística estrutural. Essas abordagens têm em comum o interesse pelo significado. Em que consiste? O que o torna possível? Como funciona?
Alguns sentiram que estudar os impulsos psicológicos era a melhor maneira de explicar como funciona o significado. Para outros, era estudar a sociedade, a cultura, a linguagem, a lógica ou a consciência. Várias abordagens diferentes começam a desenvolver seus termos e técnicas para investigar o significado.
A simples existência dessas vertentes, muitas vezes profundamente divergentes entre si, e nem sempre tendo raízes comuns, revela a centralidade do interesse pela questão da linguagem no pensamento contemporâneo. A análise da linguagem torna-se assim o caminho para o tratamento não só de questões filosóficas, mas de questões dos vários campos das ciências humanas e naturais no pensamento contemporâneo.
  Quando falamos em crise da modernidade, podemos apontar três grandes rupturas que transformaram profundamente as nossas maneira de conceber o homem e o conhecimento:
- A revolução copernicana: ao retirar a Terra do centro do universo, Copérnico abala as crenças tradicionais do homem da época que passa a buscar um novo lugar seguro para superar a alteração da explicação tradicional;
- A revolução darwiniana: abala profundamente a crença na superioridade humana, no homem como o “rei da criação”, na medida em que revela o homem é apenas mais uma espécie natural dentre outras e que a espécie humana resulta de um processo de evolução natural, tendo ancestrais comuns com o macaco, portanto, não mais uma criação divina – o “rei da criação”.
- A revolução freudiana: a teoria psicanalítica de Sigmund Freud e sua descoberta do inconsciente – o homem não se define pela sua racionalidade, e sua mente não se caracteriza apenas pela consciência, mas ao contrário, nosso comportamento é fortemente determinado por desejos e impulsos de que não temos consciência e que reprimidos, não-realizados, permanecem entretanto em nosso inconsciente e manifestam-se em nossos sonhos e em nosso modo de agir.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Teste para saber se você está morrendo

GILBERTO DIMENSTEIN

Teste para saber se você está morrendo

Ter contato humano em torno de uma novidade gera um sentimento de utilidade e, portanto, de juventude
AO INVESTIGAR A ATITUDE de idosos diante da internet, o Datafolha captou uma relação entre o gosto de aprender de idosos e a saúde. Manter a curiosidade, portanto, é percebido como um remédio para o corpo e a mente.
Os entrevistados, todos acima de 60 anos, foram indagados sobre o que sentiam ao fazerem qualquer curso. Algumas das principais respostas: "aumenta a vontade de viver", "faz bem para o corpo", "ajuda a controlar a mente e as emoções". A pesquisa integra a apresentação de uma experiência desenvolvida há nove anos em que idosos aprendem a navegar na internet, ajudados por adolescentes.
Em resumo, evitar o isolamento e ter contato humano em torno de uma novidade -do tricô à internet, passando por idiomas ou pintura- gera um sentimento de utilidade e, portanto, de juventude.
A sensação produzida pelo aprendizado, traduzida nas respostas dadas ao Datafolha, delimita as fronteiras da vida útil: morrer é, em essência, perder a curiosidade e parar de aprender. Se os educadores tivessem clareza dessa noção de morte, não ensinaríamos às crianças apenas a visão pragmática de que se aprende para viver -e não a de que se vive para aprender.


Educam-se as crianças e os jovens para o futuro. Esse é o sentido da pergunta, tão repetida, "o-que-você-vai-ser-quando-crescer?". Os alunos são preparados para fazer provas, passar de ano, passar no vestibular, ter uma profissão e, depois, se reciclarem para manter o emprego.
Encerrada a utilidade do conhecimento, estudar já não faria mais sentido. Por isso, segundo a pesquisa do Datafolha, apenas 12% dos idosos participam de alguma atividade educativa. Condena-se, assim, um indivíduo à morte antecipadamente; afinal, não seria mais produtivo.
Tais sinais são emitidos por todos os lados -na semana passada, tivemos um bom exemplo deles.


Um dos mais notáveis avanços brasileiros -um dos pontos altos de toda a gestão Lula- é o ranking, divulgado na quinta-feira, de todas as escolas públicas, baseado em critérios objetivos e com metas de curto, médio e longo prazos. Parte desse índice é composta por notas de português e matemática, base para os demais aprendizados.
Pela primeira vez, temos índices de qualidade tão detalhados, expondo (o que é ótimo) os casos de sucesso e de fracasso, demandando mais dos professores, das famílias, das comunidades, inclusive dos meios de comunicação. Não podemos, porém, nos iludir: saber matemática e português é o básico dos básicos, mesmo na visão utilitária da educação. É um primeiro passo imprescindível, mas é muito pouco.
Se tudo der certo e atingirmos as metas, em 2022, teremos o padrão educacional do Reino Unido. Tente acompanhar os amargos debates dos ingleses sobre as escolas públicas (que são tão amargos quanto os dos brasileiros) para ver o tamanho do desafio.
Usufruir os benefícios sociais, culturais, econômicos e tecnológicos de uma sociedade implica muito mais do que ir bem nas provas. Implica o desenvolvimento de atitudes. Entre as principais habilidades exigidas para os profissionais estão autonomia de aprendizado, criatividade e empreendedorismo. Não por outro motivo, as empresas investem cada vez mais na formação contínua de seus funcionários.


Melhores escolas são sinônimo de distribuição de renda, crescimento econômico, inovação tecnológica, cidadãos mais atentos e por aí vai. Para a imensa maioria, isso seria o ideal -e, pragmaticamente, é mesmo o ideal, sobretudo vendo a realidade brasileira, com tanta gente que não entende o que lê.
Mas esse ainda é apenas um pedaço do valor da educação, para quem considera que a graça da aventura humana é sentir sempre o gosto da descoberta, independentemente da idade em que esteja.
Daí que envelhecer não deveria ser o fim da vida útil, mas a chance de aprender novas coisas -isso se sabe desde criança.


PS - Um dos fatos mais revoltantes do Ideb -além da mediocridade geral- é a terrível homenagem a um dos maiores educadores de nossa história. A pior escola, localizada no interior do Paraná, chama-se Monteiro Lobato, autor da frase "um país se faz com homem e livros" -um caso de quem viveu para aprender. Sugiro que, até ela melhorar, fique, provisoriamente, com o nome do prefeito ou do governador. Aliás, poderíamos fazer esse tipo de batismo em todo o país, dando o nome dos atuais governantes aos colégios com pior colocação no ranking -talvez a homenagem às avessas servisse de estímulo para que tratassem o ensino público com mais empenho, construindo menos prédios e valorizando mais os professores.
gdimen@uol.com.br

terça-feira, 25 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Schopenhauer

O mundo como vontade e representação
Antonio Carlos Olivieri*


Talvez nenhum outro filósofo tenha exercido maior influência no mundo das artes do que o alemão Arthur Schopenhauer. O compositor Richard Wagner, por exemplo, disse ter criado uma de suas maiores óperas, "Tristão e Isolda", como reação à leitura de Schopenhauer.

Na literatura, o número de romancistas e contistas que compartilharam das idéias de Schopenhauer é imenso: os russos Tolstoi, Tcheckov e Turguêniev, os franceses Zola, Maupassant e Proust, os ingleses Hardy, Conrad e Maugham, sem falar no argentino Jorge Luís Borges e no brasileiro Machado de Assis.

Também se encontram no mesmo caso poetas como escritor de língua alemã Rilke e o inglês T. S. Eliot, além de dramaturgos como o inglês Bernard Shaw, o irlandês Samuel Beckett e o italiano Luigi Pirandello.

Mas a influência de Schopenhauer não para por aí: Friedrich Nietzsche disse ter se tornado filósofo devido à leitura de Schopenhauer, que também foi o ponto de partida da filosofia de Wittgenstein. Sigmund Freud, o pai da psicanálise, reconheceu que a análise da repressão - um dos pilares da teoria psicanalítica - foi feita pioneiramente por Schopenhauer, que é com freqüência citado por Carl Gustav Jung.

Agora que tem uma breve introdução sobre Arthur Schopenhauer, que tal fazer uma pesquisa no Google para saber um pouco mais sobre seu pensamento? Traga sua contribuição e vamos juntos saber porque este pensador foi tão influente no mundo das artes.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O frio que vem de dentro

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma
avalanche de neve.
Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles
trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles
se aqueciam.
Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia
clareasse.
Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira: era a única maneira
de poderem sobreviver.
O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e
descobriu que um deles tinha a pele escura.
Então, raciocinou consigo mesmo: "Aquele negro! Jamais darei minha lenha
para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os
juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia
sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.
Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro,
pensou: "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso? Nem pensar".
O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia
qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.
Seu pensamento era muito prático: "É bem provável que eu precise desta lenha
para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar
aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros
os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: "Esta nevasca
pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente
para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.
Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para
pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os
sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "Esta
lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor
dos gravetos".
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa
da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.
No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna
encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de
lenha.
Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse:
"O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".



Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você.
Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.
Não permita que as brasas da esperança se apaguem, nem que a fogueira do
otimismo vire cinzas.
Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que
você esteja.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os Ritos


Porque a religião liga humanos e divindade, porque organiza o espaço e o tempo, os seres humanos precisam garantir que a ligação e a organização se mantenham e sejam sempre propícias. Para isso são criados os ritos. Vemos então que o rito é outra característica comum a todas as religiões.
O rito é uma cerimônia em que gestos determinados, palavras determinadas, objetos determinados, pessoas determinadas e emoções determinadas adquirem o poder misterioso de presentificar o laço entre os humanos e a divindade. Para agradecer dons e benefícios, para suplicar novos dons e benefícios, para lembrar a bondade dos deuses ou para exorcizar sua cólera, caso os humanos tenham transgredido as leis sagradas, as cerimônias ritualísticas são de grande variedade. No entanto, uma vez fixada os procedimentos de um ritual, sua eficácia dependerá da repetição minuciosa perfeita do rito, tal como foi praticado na primeira vez, porque nela os próprios deuses orientaram gestos e palavras dos humanos. Um rito religioso é repetitivo em dois sentidos principais: a cerimônia deve repetir um acontecimento essencial da história sagrada (por exemplo, no cristianismo, a eucaristia ou a comunhão, que repete a Santa Ceia); e, em segundo lugar, atos, gestos, palavras, objetos devem ser sempre os mesmos, porque foram, na primeira vez, consagrados pelo próprio deus. O rito é a rememoração perene do que aconteceu numa primeira vez e que volta a acontecer, graças ao ritual que abole a distância entre o passado e o presente.
ESTUDO DIRIGIDO
-O texto abaixo do filósofo e historiador Mircea Eliade trata dos “ritos”. Leia atenciosamente o texto para em seguida responder as questões. ............................................................................................................................................................................. Cada ritual tem um modelo divino, um arquétipo; este fato é suficientemente conhecido por nós, para que possamos nos restringir ao uso de alguns exemplos apenas. "Temos de fazer o que os deuses fizeram no princípio" (Satapatha Brahmana, VII, 2, 1, 4). "Assim fizeram os deuses; assim fazem os homens"(Taittiriya Brahmana, I, 5, 9, 4). Este provérbio indiano sintetiza a teoria que fundamenta os rituais em todos os países. Podemos encontrar esta teoria entre os chamados povos primitivos, do mesmo modo como a encontramos nas culturas mais desenvolvidas. Os aborígines1 da região sudeste da Austrália, por exemplo, praticam a circuncisão2 com uma faca de pedra, porque foi assim que seus ancestrais lhes ensinaram a fazer; os negros amazulu fazem o mesmo, porque Unkulunkulu (herói civilizador) decretou em tempos idos"Que os homens sejam circuncisos, para que não sejam meninos". [...]É inútil a multiplicação dos exemplos; todos os atos religiosos são considerados como tendo sido fundados pelos deuses, pelos heróis civilizadores, ou por ancestrais míticos. [...] O sábado judeu-cristão também é uma “imitação de Deus”O descansosabatino3 reproduz o gesto primordial do Senhor, pois foi no sétimo dia da Criação que Deus "...descansou depois de toda a sua obra de Criação" (Genesis 2,2). A mensagem do Salvador é, antes de mais nada, um exemplo que exige imitação. Depois de lavar os pés de seus discípulos, Jesus lhes disse: "Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais" (João 13,15).
[...] Os rituais do casamento também contam com um modelo divino, e o matrimônio humano reproduz a hierogamia4 [...] Na Grécia, os rituais do casamento imitavam o exemplo de Zeus, unindo-se em segredo com Hera (Pausânias, II, 36, 2). [...] Todo o simbolismo paleo-oriental5 do casamento pode ser explicado por meio de modelos celestiais. Os sumérios6 celebravam a união dos elementos no dia de Ano Novo; através de todo o Oriente primitivo, o mesmo dia adquiriu sua fama não só por causa do mito da hierogamia, mas também pelos rituais de união do rei com a deusa. É no dia de Ano Novo que Ishtar deita- se com Tammuz, e o rei reproduz essa hierogamia mítica, consumando uma união ritual com a deusa (isto é, com a escrava do templo, que a representa na Terra) numa câmara secreta do templo, onde fica a cama nupcial da deusa. A união divina garante a fecundidade7 terrena; quando Ninlil deita-se com Enlil, a chuva começa a cair. A mesma fecundidade é garantida por meio da união cerimonial do rei, a dos casais na Terra, e assim por diante. O mundo é regenerado8 toda vez que a hierogamia é imitada, isto é, sempre que se consuma a união matrimonial (Mircea Eliade. “Mito do eterno retorno).

1. O que os rituais religiosos tomam como modelo?
2. Nos rituais de casamento qual acontecimento os homens pretendem imitar? 3. Que resultados espera-se atingir por meio dos rituais de casamento?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

AS RELIGIÕES E O SAGRADO



A missa no domingo, a pregação do pastor, os batuques do candomblé, a peregrinação a Meca, o sacrifício de animais ou as orações no muro das lamentações. Todos esses eventos são considerados manifestações religiosas, todos eles estão ligados a alguma religião. Mais afinal o que é uma religião? Como que atividades tão diferentes podem ser reunidas sob um único nome, isto é, religião. O que tem em comum o islamismo, o cristianismo, o judaísmo e o candomblé para serem chamados de religião? Alguns poderão dizer: é religião porque acredita em Deus! Errado! Existem as religiões politeístas que acreditam em diversos deuses. Ou seja, acreditar em Deus não é critério para definir se algo é uma religião ou não. O filósofo e historiador romeno Mircea Eliade buscou entender o que é uma religião. Ele investigou quais características em comum tem atvidades tão diferentes.
A palavra religião vem do latim: religio, formada pelo prefixo re (outra vez, de novo) e o verbo ligare (ligar, unir, vincular). A religião é um vínculo, re-liga o homem ao sagrado. Toda religião tem essa função, estabelecer um vínculo entre os homens e algo sagrado. Mas o é o sagrado? Sagrado é, pois, a qualidade excepcional – boa ou má, benéfica ou maléfica, protetora ou ameaçadora – que um ser possui e que o separa e distingue de todos os outros. O sagrado pode suscitar devoção e amor, repulsa e ódio. Esses sentimentos suscitam um outro: o respeito feito de temor. Nasce, aqui, o sentimento religioso e a experiência da religião.
A manifestação de algo sagrado é chamado por Mircea Eliade de hierofania. A manifestação do sagrado pode se dar por meio de uma pedra, uma árvore, uma montanha, uma pessoa. Na religião cristã, por exemplo, a manifestação do sagrado se dá por meio da encarnação de Deus em Jesus Cristo. Em todos esses fenômenos existe a compreensão de que algo que pertence a “uma ordem diferente” ou “a um outro mundo” se manifesta no nosso mundo profano. O profano é justamente aquilo que não é sagrado.
O espaço sagrado

Na imagem ao lado vemos a foto da mesquita de Meca, este é um lugar considerado sagrado pelos Mulçumanos. Embaixo da foto da mesquita vemos a foto de um templo hindu. Logo abaixo vemos um barracão de candomblé. O que a mesquita, o templo e o barracão têm em comum? Todos eles são lugares considerados sagrados para as suas respectivas religiões.
Toda religião é constituída por espaços sagrados, ou seja, lugares privilegiados onde o homem religioso pode entrar em contato com o sagrado. O espaço sagrado pode ser uma igreja, uma mesquita
uma sinagoga, um barracão de candomblé. No entanto, os espaços sagrados não são somente construções humanas. Existem montanhas, florestas, campos que podem ser considerados espaços sagrados. 



ESTUDO DIRIGIDO

-O texto abaixo é do livro “O sagrado e o profano” do filósofo e historiador Mircea Eliade. Leia atenciosamente o texto para em seguida responder as questões.
......................................................................................................................................................................... Para o homem religioso, o espaço não ê homogêneo: o espaço apresenta roturas, quebras; há porções de espaço qualitativamente diferentes das outras. “Não te aproximes daqui, disse o Senhor a Moisés; tira as sandálias de teus pés, porque o lugar onde te encontras é uma terra santa.” (Êxodo, 3: 5) Há, portanto, um espaço sagrado, e por conseqüência “forte”, significativo, e há outros espaços não sagrados, e por conseqüência sem estrutura nem consistência, em suma, amorfos.
[...] A fim de pôr em evidência a não homogeneidade do espaço, tal qual ela é vivida pelo homem religioso, pode-se fazer apelo a qualquer religião. Escolhamos um exemplo ao alcance de todos: uma igreja, numa cidade moderna. Para um crente, essa igreja faz parte de um espaço diferente da rua onde ela se encontra. [...] Assim acontece em numerosas religiões: o templo constitui, por assim dizer, uma “abertura” para o alto e assegura a comunicação com o mundo dos deuses.
[...] Todo espaço sagrado implica uma hierofania, uma irrupção do sagrado que tem como resultado destacar um território do meio cósmico que o envolve e o torna qualitativamente diferente. Quando, em Haran, Jacó viu em sonhos a escada que tocava os céus e pela qual os anjos subiam e desciam, e ouviu o Senhor, que dizia, no cimo: “Eu sou o Eterno, o Deus de Abraão!”, acordou tomado de temor e gritou: “Quão terrível é este lugar! Em verdade é aqui a casa de Deus: é aqui a Porta dos Céus!” Agarrou a pedra de que fizera cabeceira, erigiu a em monumento e verteu azeite sobre ela. A este lugar chamou Betel, que quer dizer “Casa de Deus” (Gênesis, 28: 1219).
[...] Quando não se manifesta sinal algum nas imediações, o homem provoca o, pratica, por exemplo, uma espécie de evocação com a ajuda de animais: são eles que mostram que lugar é suscetível de acolher o santuário ou a aldeia. Trata-se, em resumo, de uma evocação das formas ou figuras sagradas, tendo como objetivo imediato a orientação na homogeneidade do espaço. Pede se um sinal para pôr fim à tensão provocada pela relatividade e à ansiedade alimentada pela desorientação, em suma, para encontrar um ponto de apoio absoluto. Um exemplo: persegue se um animal feroz e, no lugar onde o matam, eleva se o santuário; ou então põe se em liberdade um animal doméstico – um touro, por exemplo –, procuram-no alguns dias depois e sacrificam no ali mesmo onde o encontraram. Em seguida levanta se o altar e ao redor dele constrói se a aldeia (Mircea Eliade. “O sagrado e o profano”).


ATIVIDADES

1. Explique como o homem religioso compreende o espaço.
2. Qual é a função do espaço sagrado?
3. O texto mostra dois modos diferentes de se escolher um espaço que será considerado sagrado. Explique cada um deles. 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Texto para CHT - 2º e 3º anos. (LIberdade e Filosofia)

A liberdade é motivo para reflexão de filósofos desde muito antes de Sartre, tanto na área do direito, especificamente, como na tradição filosófica em si.
Na declaração dos direitos do homem e do cidadão consta que liberdade individual caracteriza-se pelo poder de "fazer tudo o que não for nocivo a outrem; assim, o exercício dos direitos naturais de cada um não tem outros limites além daqueles que asseguram aos outros membros da sociedade dos mesmos direitos" (Vicente, 1985, v. 07, p. 2159).
O interesse pelo tema da liberdade humana vem permeando os estudos dos filósofos desde seu princípio. Em Platão podemos perceber que a liberdade individual é capaz de atribuir mérito ou demérito, segundo os atos realizados pelo próprio indivíduo, sendo que as leis são o peso utilizado para denominar o mérito ou não. Podemos ainda apontar o conceito de liberdade assegurado pelos estóicos (Vicente, 1985, v. 5) de que seria uma adesão espontânea à necessidade natural.
Na Idade Média os limites da liberdade eram definidos segundo conceitos elaborados partindo do conflito razão X teologia. Então eram elaborados basicamente pela religião predominante na Europa, o cristianismo.
Continuando a linha de análise, na modernidade temos o conceito de Liberdade elaborado por Descartes, sendo que ele apontou para o que denominou liberdade de indiferença, caracterizada pela "adesão sem razão a uma de duas contrárias igualmente possíveis" (Vicente, 1985, v.7, p. 2160), e afirmou ser esse o grau mais baixo de liberdade humana. Podemos neste ponto perceber a dicotomia travada entre Teologia X Razão, em que Descartes acredita que o que é feito sem o uso da razão não assegura a liberdade completa.
Leibniz denominou "toda a espontaneidade racional" de liberdade (Vicente, 1985, v.7, p. 2137), desde que não houvesse a necessidade lógica. Assim, agir por estar inclinado e não necessitado seria agir livremente.
Analisando ainda os diversos conceitos filosóficos acerca da liberdade, temos de Spinoza a descrença no conceito de liberdade, sendo que no ponto de vista do filósofo, o conceito de liberdade não passa de uma ilusão produzida pela ignorância das verdadeiras causas. Para Spinoza, a liberdade verdadeira não é habilidade de escolher algo em detrimento de outro, mas sim a habilidade de agir de acordo com a natureza de uma pessoa e agir sozinha (Bergman, 2004). Deus é livre por que é infinito, já para os humanos, a liberdade consiste em "entender nossos desejos e nosso lugar no universo como uma causa de deus" (Bergman, 2004, p. 55).
Kant definiu a liberdade como um postulado da razão prática, caracterizado pelo imperativo categórico. A declaração dos direitos do homem e do cidadão certamente baseou-se no conceito kantiano de liberdade:"Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se mediante tua vontade a lei universal da natureza" (Kant, 1785 apud Marcondes, 2007, p.123).
Como é possível averiguar, o tema liberdade tem sido estudado por diversas escolas filosóficas em todo o decorrer da própria filosofia.

REFERÊNCIAS
BERGMAN, G. Filosofia de banheiro: Sabedoria dos maiores pensadores mundiais para o dia-a-dia. Tradução: Caroline Kazue Ramos Furukawa. São Paulo: Madras, 2004.
KANT, 1785 apud JAPIASSÚ, H e MARCONDES, D. Dicionário básico de filosofia. 4. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 2006. 
SILVA, AS. O conceito de Liberdade segundo a teoria existencialista de Sartre. Monografia. Brasília: Universidade Católica de Brasília/UCBV, 2010. 42 p.
VICENTE, O (org.). Enciclopédia Didática de Informação e Pesquisa Educacional. v. 5. 1. ed. São Paulo: Livraria Editora Iracema, 1985.
VICENTE, O (org.). Enciclopédia Didática de Informação e Pesquisa Educacional. v. 7. 1. ed. São Paulo: Livraria Editora Iracema, 1985.

Texto para CHT - 1º anos

  Desconstruindo estereótipos e reconhecendo demandas
      Precisamos repensar, com todo cuidado, a relação entre drogas, violência e juventude considerando a complexidade que se coloca nesta questão.Apenas drogas e violência já é um tema carregado de representações sociais que necessitam ser desconstruídas. Vocês sabiam que as pesquisas em psicologia social apontam que o estereótipo do antigo binômio pobreza = violência foi substituido no imaginário social pelo estereótipo drogas = violência ?
       
      Ainda temos um terceiro desafio que é a automática associação entre drogas e juventude e também entre violência e juventude. Com este discurso e por esta lógica simplista acabamos colocando uma marca negativa na juventude brasileira: basta ser jovem para ser ou drogado, ou violento ou ambos drogado e violento.
   
      Identificamos como especialmente tendenciosa e falsa a pergunta: - os jovens estão tão violentos porque se drogam? Ou (pior ainda) – se drogam porque querem ser violentos?           

      Neste momento histórico em que o Governo Federal dirige-se aos jovens, através da SENAD neste Mundo Jovem, a primeira palavra que dirigimos aos jovens brasileiros leitores desta página é de que acreditamos em sua força transformadora, em sua luta por um mundo melhor e pela construção de um Brasil cada vez mais brasileiro. Saibam que enquanto nos países do primeiro mundo a juventude é uma categoria dentre as minorias, no ano de 2007, no Brasil, a população de jovens será a mais numerosa e isto representa uma imensa força: a força jovem que representa o nosso grande capital e que, portanto, deve constituir o grande investimento de nossas politicas públicas. E é neste espírito que me dirijo em primeiro lugar aos jovens, mas também aos profissionais e, em especial, aos gestores das políticas publicas com este convite e apelo: vamos mudar esta mentalidade que associa juventude a drogas e violência e reconheçamos nos jovens o que este País tem de melhor!

      Neste contexto, sim, pensemos , e muito seriamente: Como ajudá-los a enfrentar todos os apelos e mesmo a imensa pressão existente na nossa sociedade para o consumo de drogas? Esta é a verdadeira questão: Como diminuir os apelos dacultura aditiva e da cultura de violência que caracterizam a sociedade atual?  Refiro-me, aqui, às tantas violências as quais os jovens estão expostos no seu percurso cotidiano: a violência da mídia que transmite informações enganosas e trazidas pelos seus próprios ídolos; a violência da falta de controle na compra das drogas lícitas; a violência do mercado de distribuição das drogas ilícitas que os recruta sutil e irremediavelmente para o mundo do tráfico- onde desnecessário dizer- a violência é a lógica e a cultura vigente.

      Penso que a primeira violência a ser combatida é a do discurso da juventude violenta e drogada que gera distanciamento dos jovens, impedindo que os conheçamos em sua natureza sonhadora  e que os comprendamos em suas expressões por mudanças.

      Em minha experiência como terapeuta de adolescentes e como pesquisadora na área, estou convencida que o jovem ao buscar as drogas tem uma demanda e esta não é de destruição nem de si mesmo e nem do outro ou da sociedade. Não acredito que a drogadição, mesmo em seu grau mais comprometido, seja um comportamento destrutivo. Reconheço no ato de drogar-se o valor de um ato que tem um sentido o qual precisa ser reconhecido e conhecido: em primeiro lugar pelo próprio usuário (seja ele jovem ou adulto), mas também por aqueles que o cercam. Quando nos debruçamos sob este prisma da compreensão e do valor deste sintoma como comunicação - geralmente bloqueada por outras vias - já fizemos a mudança necessária e passamos a estar de outra forma com o jovem: como um sujeito que nos demanda, que nos pede que nos fala de si e de nossa relação com ele.

      Compreender e atuar nesta área nos exige, antes de tudo, um crédito nos potenciais da juventude e um compromisso com eles na busca dos seus sonhos. Mas quais são os sonhos da juventude brasileira?

      Pensemos: será que esta anestesia com as drogas, em vez de uma busca pela violência ou de uma alienação face às dificuldades que enfrentam, não seria um grito de alerta para que os adultos reparem melhor nas suas necessidades e anseios? Pensemos diferente: consumir drogas não é uma doença; é, antes, um sintoma. Um sintoma é um sinal; é uma comunicação; seria como a febre que nos indica que algo não está bem. Neste sentido não é uma doença. Não é um problema mas é uma equivocada busca de solução . Neste sentido, buscar drogas seria uma espécie de febre da alma ou do coração ou da emoção.

      Se pensamos de forma diferente, percebemos diferente e podemos, então, agir de forma diferente: visualizamos, assim, uma postura mais clínica e compreensiva e a pergunta já é outra: - Do que sofrem os jovens que buscam as drogas? O que reivindicam? Quais denúncias expressam através deste ato? Por quais mudanças estão lutando? Para desafiar os próprios jovens leitores do Mundo Jovem, lanço a minha hipótese: os jovens denunciam a violência vivida em seu dia que pode ser em diferentes níveis e de naturezas diversas. Finalizo desafiando os leitores a prosseguirem nesta reflexão levantando suas próprias hipóteses sobre quais seriam as violências vividas que justificam a demandas dos jovens pelas drogas e sua relação com as tantas violências das quais são alvo, mas não são apenas vítimas pois que estão reagindo.

      Maria Fátima Olivier Sudbrack      Doutora em Psicologia ( Université de ParisXIII) e Pós-doutora em Psicossociologia ( Université de Paris VII)
      Professora Titular do Departamento de Psicologia Clinica/Instituto de Psicologia /Universidade de Brasília
      Pesquisadora do CNPq  
      Coordenadora do PRODEQUI- Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas/PCL/IP/UnB
      Psicóloga clinica, terapeuta de familias e de adolescentes

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CULTURA - QUANTOS PERSONAGENS VOCÊ CONHECE?

A cultura como tudo no mundo não tem uma definição estática. A cultura na Grécia Antiga era muito ligada à filosofia e consistia em saber discorrer sobre determinado tema através do auto questionamento até achar em si mesmo a resposta a suas dúvidas. Após a Revolução Industrial, cultura tornou-se conhecimento enciclopédico devido à necessidade do trabalho repetitivo nas linhas de produção. Quantos de nós não estudamos decorando toneladas de nomes, datas, fatos históricos, dados, fórmulas, etc. Hoje cultura adquire uma nova visão, onde o indivíduo busca soluções utilizando informações que ele seleciona com essa finalidade. Sua capacidade de encontrar soluções , respostas, etc, utilizando um arsenal de informações que ele tem que saber selecionar e melhor adaptá-las ao problema em questão. Isso em função da facilidade que se tem de obter informação via Internet.
Acredito que cultura seja uma somatória de tudo isso. Necessitamos da capacidade de análise e autocrítica , como necessitamos de um pouco de conhecimento geral e também precisamos dessa capacidade de selecionar e escolher informações para achar soluções aos nossos desafios diários.
Há tempos que vem surgindo na Internet uma imagem onde aparecem pintados os personagens que mais tem influenciado na História Mundial. É um trabalho muito interessante que reúne, sem exceção as maiores celebridades da história. A grande maioria deles, no entanto, são hoje desconhecidos para as novas gerações por uma série de fatores como a péssima qualidade da educação, etc.
Clique na imagem para ampliar e descubra quantos você reconhece. Se a ampliação não for suficiente, salve a imagem e amplie no seu computador.
Faça o mesmo com a segunda imagem, onde graças ao Photoshop foi possível dar à pintura um outro ar, com personagens de maior atualidade e que tem influído e alguns ainda influem, por sorte ou desgraça, as gerações atuais.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A Janela

Certa vez, dois homens que, seriamente Doentes, Estavam na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno, e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que ver com uma drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem Cuja cama ficava perto da janela era colocado em POSIÇÃO sentada, ele passava o tempo que o Descrevendo via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, flores e havia, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade. O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago, e sobre como as garotas bonitas Estavam em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora … Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela Deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais TENTAVA assim não pensar, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa! Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover … mesmo quando o som de respiração parou. De manha, a enfermeira encontrou o outro homem morto, e silenciosamente levou embora o seu corpo. Logo que pareceu Apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro … Autor Desconhecido

terça-feira, 1 de maio de 2012

A oportunidade

A Oportunidade - em sentido da felicidade!


Digamos que a nossa primeira oportunidade na vida é precisamente a de viver, acreditamos que graças aos nossos pais e a Deus, ela foi aproveitada, até porque o destino assim a ditou. Na nossa vida vivemos de forma controversa, cheia de indecisões e problemas, onde temos sempre dois caminhos a seguir/escolher, que é inevitavelmente e inconfundivelmente, o bom ou o mau; a maior parte de nós claro que prefere escolher sempre o bom, ir sempre para o mais correto, o eticamente correto, o melhor para nós, aquilo que nos vai levar a ficar bem e felizes ou pelo menos satisfeitos e bem com nós mesmos (a decisão que formos a tomar vai-se refletir no nosso estado de espírito, na nossa confiança para com o mundo e para com nós mesmos), agora falando no antônimo de bom, das duas uma, ou temos consciência do caminho que estamos a seguir, um caminho mau ou quando o escolhemos pensamos à partida que foi a melhor decisão que podíamos ter tomado, não sabendo que estávamos a seguir um mau caminho, um caminho que nos irá levar ao abismo ou simplesmente nos levará aquilo que não queríamos que acontecesse, aquilo que não era afinal de contas, o mais desejado. Nós todos devemos escolher o que achamos que é o melhor para nós, mas também devemos pensar sempre duas vezes ou até mais de forma a que não nos arrependamos mais tarde, a vida é assim, cheia de oportunidades que pelo nome, à partida parece uma palavra de "bem", mas pode não ser, portanto convém ter precaução; ter autodeterminação é fundamental, para aproveitarmos e escolhermos as diferentes oportunidades que temos ao longo da nossa vida. O mais importante é não falhar, porque se falharmos, a vida pode tornar-se inoportuna.

Atividade:

1) Pense no momento em que você está vivendo, sofremos com decisões, agir pela razão pode ser o correto, mas nem sempre é o que o coração manda. No que o texto levou você a refletir? Faça uma produção de texto em seu caderno fazendo uma reflexão sobre si mesmo, sobre suas decisões, sobre o momento em que você está vivendo.
Antes de escrever pense um pouco em você, reflita e então coloque no caderno seus sentimentos, sonhos e desabafos se for preciso.


Bom trabalho!

Profº Felipe

terça-feira, 24 de abril de 2012

Virtude e Bondade

  Virtude e Bondade Todas as manhãs o homem saía cedo de casa com um saco de pães nas costas. Ele dava um pão para cada pobre que encontrava.  Quando o homem encontrava um bichinho ferido levava para casa e cuidava dele.  Se alguém pedisse para o homem fazer uma coisa má ele dizia que não. Desde criança aprendera a fazer o bem. Todas as noites o homem trazia para casa uma criança que não tinha onde dormir. Como o homem não tinha nome passou a ser chamado de “o homem virtuoso”, de tanto fazer o bem. Ganhou um apelido digno da sua bondade. Exercício de compreensão: 1) O que o homem fazia de bom às pessoas? 2) Alguém já lhe pediu para fazer uma coisa errada ou má? O que você fez? 3) O homem recebeu o apelido de virtuoso. O que é uma pessoa virtuosa? 4) O que é virtude? 5) Você se acha virtuoso(a)? Falar do conceito da virtude e cite exemplos de pessoas virtuosas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Atividade (Não esquecer o essencial)

Uma lenda antiga conta a história de uma mulher pobre com o filho no colo, que ajuntava lenha no bosque. Uma voz misteriosa fez-se ouvir: “Apanhe tudo o que puder, mas não esqueça o principal!” E, espantada, viu-se abrir a porta de uma gruta cheia de tesouros. Teria cinco minutos para apanhar o que quisesse. Havia montanhas de moedas de ouro, diamantes, rubis, colares... Ela colocou a criança no chão e começou a encher, primeiro os bolsos, depois o avental. Amarrou a blusa e fez uma espécie de bolsa e colocou nela mais tesouros. O tempo estava se esgotando, ela saiu feliz da gruta e a porta fechou-se para sempre. Ela estava rica e feliz. Mas logo deu-se conta da tragédia: esquecera o filho – O principal – na gruta.

REFLEXÃO:
Quais são nossas prioridades?
Que escala de valores temos, não na racionalidade, mas na prática?
Como ocupamos nosso tempo em função das prioridades que dizemos ter?
Na prática, podemos esquecer o principal, como dizia a voz misteriosa?
E o tempo corre veloz. A porta da gruta – a porta da vida – pode se fechar para sempre, o que sobrará: tesouros ou miçangas? Valores ou ilusão?


MENSAGEM:
A cada dia devemos recordar: podemos e devemos correr em busca de nossos sonhos, mas não esqueçamos o principal.

Aldo Colombo – Correio Riograndense – 02/12/2009

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pré Socraticos (1º ano)

Pré Socraticos para 1º anos. (Clique aqui)


A Alegoria (Mito) da Caverna de Platão (Atividade)

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. As suas pernas e os seus pescoços estão acorrentados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo a que se possa, na semi-obscuridade, ver o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguido um muro, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetas. Ao longo desse muro/palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.




Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros vêem na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como nunca viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que vêem porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, pergunta Platão, se alguém libertasse um dos prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, o muro, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, por ele seguiria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira no mundo verdadeiro é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projectadas no fundo da caverna) e que somente agora está a contemplar a própria realidade.




Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros tentariam ridicularizá-lo, não acreditariam nas suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com os seus gracejos, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das ideias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A interrogação. O que é a visão do mundo real iluminado? A filosofia. Por que é que os prisioneiros ridicularizam, espancam e matam o filósofo (Platão está a referir-se à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense?)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
(Marilena Chaui)

Atividades

1. Cite três argumentos presentes no texto que justifiquem o surgimento/origem da filosofia.
2. No texto é citado que a caverna representa o mundo em que vivemos. Você concorda com essa afirmação? Justifique a sua resposta, contrapondo com as idéias sustentadas no texto.

* Atividade adaptada do Livro Convite à Filosofia e site http://filosofia.platanoeditora.pt/

Fonte: Filosofia e Vida

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Game de filosofia (Filosofighters)

A filosofia na sala de aula pode tornar-se uma brincadeira. Aliás, é no lúdico que aprendemos. Li certa vez, não me recordo a fonte que o processo de aprendizagem dividi-se: 10% ouvindo, 10% falando e 80% experiência. É assim com todas disciplinas e, consequentemente com a filosofia. Filosofia só se aprende quando está relacionada com a vida. E aqui o motivo da escolha: Blog Filosofia e Vida. Passar da teoria para a prática, este é o desafio.
Faz um tempinho que encontrei no site da revista Superinteressante uma iniciativa que ilustra o que falei até o momento. Eles produziram um Game de Filosofia, que recebeu o nome de Filosofighters.



“A ideia é simples: nove filósofos emblemáticos da história, como Karl Marx, Jean-Paul Sartre e Nicolau Maquiavel, duelam em uma luta que os idealizadores chamam de ‘batalha de ideias’. O mais legal do conteúdo é que cada personagem tem dois golpes especiais, que remetem aos conceitos trabalhados em seus estudos.
Friedrich Nietzsche, por exemplo, o famoso filósofo alemão que tratou de valores e moralidade em seus estudos sobre o ser humano, tem dois golpes especiais: ‘Deus está morto’ e ‘O Super-Homem’.
‘Deus está morto’ faz referência à fala de Nietzsche em ‘Assim Falou Zaratustra’. Para ele, a crença em Deus não tem sentido e que, sem religião, o homem pode conhecer o valor deste mundo e assumir sua própria liberdade.
Já em ‘O Super-Homem’, está ilustrado o conceito de ‘übermensch’: para o filósofo, seria aquele homem acima dos valores que regem a sociedade, acima ‘do bem e do mal’.
Se você já ama filosofia, corra e tente zerar o game! Se não gosta, corra também, porque é a sua chance de gostar e aprende muito”. (Guia do Estudante)

Para jogar clique aqui




 Fonte: Filosofia e Vida
Blog do jogo: filosofighters

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

História Mitológica da Música



A história mitológica da música, no mundo ocidental, começou com a morte dos Titãs.
Conta-se que depois da vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), mais conhecidos como os Titãs, foi solicitado a Zeus que se criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas.
Entre as nove Musas estavam Euterpe (a música) e Aede, ou Arche (o canto). As nove deusas gostavam de freqüentar o monte Parnaso, na Fócida, onde faziam parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Há também, na mitologia, outros deuses ligados à história da música como Museo, filho de Eumolpo, que era tão grande musicista que quando tocava chegava a curar doenças; de Orfeu, filho da musa Calíope (musa da poesia lírica e considerada a mais alta dignidade das nove musas), que era cantor, músico e poeta; de Anfião, filho de Zeus, que após ganhar uma lira de Hermes, o mais ocupado de todos os deuses, passou a dedicar-se inteiramente à música.
Se estudarmos com cuidado a mitologia dos povos, perceberemos que todo o povo tem um deus ou algum tipo de representação mitológica ligado à música. Para os egípcios, por exemplo, a música teria sido inventada por Tot ou por Osíris; para os hindus, por Brama; para os judeus, por Jubal e assim por diante, o que prova que a música é algo intrínseco à historia do ser humano sobre a Terra e uma de suas manifestações mais antigas e importantes.

História Não-Mitológica

A origem mecânica e não-mitológica da música divide-se em duas partes: a primeira, na expressão de sentimentos através da voz humana; a segunda, no fenômeno natural de soar em conjunto de duas ou mais vozes; a primeira, seria a raiz da música vocal; a segunda, a raiz da música instrumental.
Na história não-mitológica da música são importantes os nomes de Pitágoras, inventor do monocórdio para determinar matematicamente as relações dos sons, e o de Lassus, o mestre de Píndaro, que, perto do ano 540 antes de Cristo, foi o primeiro pensador a escrever sobre a teoria da música.
Outro nome é o do chinês Lin-Len, que escreveu também um dos primeiros documentos a respeito de música, em 234 antes de Cristo, época do imperador chinês Haung-Ti. No tempo desse soberano, Lin-Len -que era um de seus ministros- estabeleceu a oitava em doze semitons, aos quais chamou de doze lius. Esses doze lius foram divididos em liu Yang e liu Yin, que correspondiam, entre outras coisas, aos doze meses do ano.

Origem Física e Elementos

A música, segundo a teoria musical, é formada de três elementos principais. São eles o ritmo, a harmonia e a melodia. Entre esses três elementos podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical.
Sem ritmo não há música. Acredita-se que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a musica. O ritmo é de tal maneira mais importante que é o único elemento que pode existir independente dos outros dois: a harmonia e a melodia.
A harmonia, segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.
A melodia, por sua vez, é a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras, e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.
O que resulta da junção da melodia, harmonia e ritmo são as consonâncias e as dissonâncias.
Acontece, porém, que as definições de dissonâncias e consonâncias variam de cultura para cultura. Na Idade Média, por exemplo, eram considerados dissonantes certos acordes que parecem perfeitamente consonantes aos ouvidos atuais, principalmente aos ouvidos roqueiros (trash metal e afins) de hoje.
Essas diferenças são ainda maiores quando se compara a música ocidental com a indiana ou a chinesa, podendo se chegar até à incompreensão mútua.
Para melhor entender essas diferenças entre consonância e dissonância é sempre bom recorrer ao latim:
Consonância, em latim consonantia, significa acordo, concordância, ou seja, consonante é todo o som que nos parece agradável, que concorda com nosso gosto musical e com os outros sons que o seguem.
Dissonância, em latim dissonantia, significa desarmonia, discordância, ou seja, é todo som que nos parece desagradável, ou, no sentido mais de teoria musical, todo intervalo que não satisfaz a idéia de repouso e pede resolução em uma consonância.
Trocando em miúdos, a dissonância seria todo som que parece exigir um outro som logo em seguida.
Já a incompreensão se dá porque as concordâncias e discordâncias mudam de cultura para cultura, pois quando nós, ocidentais, ouvimos uma música oriental típica, chegamos, às vezes, a ter impressão de que ela está em total desacordo com o que os nossos ouvidos ocidentais estão acostumados.
Portanto o que se pode dizer é que os povos, na realidade, têm consonâncias e dissonâncias próprias, pois elas representam as suas subjetividades, as suas idiossincrasias, o gosto e o costume de cada povo e de cada cultura.
A música seria, nesse caso, a capacidade que consiste em saber expressar sentimentos através de sons artisticamente combinados ou a ciência que pertence aos domínios da acústica, modificando-se esteticamente de cultura para cultura.

Renato Roschel do
Banco de Dados





Prof. Felipe Souza